Durante pronunciamento na Câmara Municipal de João Monlevade, o vereador chamou atenção para reclamações de moradores relacionadas à coleta de lixo em diferentes bairros da cidade e também questionou o andamento da licitação que definirá a empresa responsável pelo serviço nos próximos anos.
Segundo o parlamentar, existe expectativa de que ainda neste ano seja divulgada a empresa vencedora da licitação. Ele ressaltou, porém, que enquanto o processo não é concluído, o fato de o contrato atual estar próximo do fim não pode ser utilizado como justificativa para uma eventual redução na qualidade dos serviços.
O vereador afirmou que recebeu reclamações sobre a falta de coleta em Veracruz, Santo Hipólito, República e Novo Cachoeirinha. Ele reconheceu que o serviço pode sofrer interrupções pontuais por problemas operacionais, como veículos quebrados ou obstáculos nas vias, mas defendeu que a coleta prevista em contrato deve ser cumprida integralmente.
O parlamentar também destacou a atuação de Fabiano, responsável pelo setor, afirmando que ele costuma receber as reclamações e buscar soluções para os problemas apresentados.
“Fim de contrato não dá o direito de não prestar o serviço na sua integralidade”, afirmou o vereador durante o pronunciamento.
Vereador questiona projeto em regime de urgência
Na segunda parte da fala, o vereador abordou um projeto relacionado à Assistência Social e ao cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que prevê alterações na estrutura administrativa e a criação de cargos.
O parlamentar demonstrou preocupação com o prazo para análise e votação da proposta, afirmando que o projeto chegou à Câmara em regime de urgência e que os vereadores ainda aguardavam correções e emendas por parte da Prefeitura.
Segundo ele, algumas inconsistências já teriam sido identificadas no texto encaminhado ao Legislativo, incluindo uma referência à contratação de advogado quando, de acordo com sua análise, o correto seria tratar de um cargo de assessor especial.
O vereador defendeu que a Câmara não deve votar um projeto dessa importância de forma apressada apenas por causa do regime de urgência.
Criação de cargos em meio à queda de arrecadação
Outro ponto levantado foi a situação financeira do município. O vereador afirmou que João Monlevade enfrenta queda na arrecadação e que, embora reconheça a necessidade de cumprimento do TAC, é preciso analisar com cautela a criação de novos cargos comissionados neste momento.
Ele afirmou que pretende apresentar, juntamente com o vereador Belmar, uma emenda para impedir ou restringir a criação de determinados cargos, citando funções como chefe de divisão e chefe de setor.
O parlamentar também defendeu a manutenção do cargo de secretário-adjunto, mas com critérios de recrutamento limitado e exigência de qualificação.
Ao finalizar, o vereador reforçou que a Câmara precisa analisar cuidadosamente as propostas antes da votação, especialmente quando envolvem aumento da estrutura administrativa e despesas públicas.
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