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Fechamento de agências do Itaú em Minas preocupa servidores, aposentados e trabalhadores do setor bancário.

A redução do número de agências físicas do Itaú em Minas Gerais tem gerado preocupação entre servidores públicos estaduais, aposentados, pensionistas e profissionais do setor bancário. A mudança faz parte do processo de modernização e ampliação dos serviços digitais adotado pela instituição financeira, mas também levanta questionamentos sobre os impactos para quem ainda depende do atendimento presencial.

Responsável pelo pagamento dos salários de aproximadamente 670 mil servidores do Governo de Minas, o banco vem concentrando suas operações em menos unidades, o que pode dificultar o acesso de parte dos clientes aos serviços presenciais.

Entre os mais afetados estão aposentados e pensionistas, que representam uma parcela significativa da folha de pagamento estadual. Em diversas cidades onde as agências foram encerradas, muitos beneficiários precisam se deslocar para municípios vizinhos para resolver demandas que ainda exigem atendimento presencial, como a realização da prova de vida e outras atualizações cadastrais. Para muitos idosos, a utilização exclusiva de aplicativos e plataformas digitais ainda representa um desafio.

Além dos reflexos para os clientes, a redução da rede física também repercute no mercado de trabalho. Entidades representativas dos bancários afirmam que o fechamento de unidades tem contribuído para a diminuição do número de empregos no setor. Dados divulgados pelo sindicato da categoria apontam que, nos últimos 12 meses, os cinco maiores bancos do país encerraram 1.345 agências, resultando na extinção de milhares de vagas de trabalho.

Em posicionamento oficial, o Itaú informou que continua oferecendo atendimento presencial em agências localizadas em municípios ou regiões próximas às unidades desativadas. A instituição também destacou que seus clientes têm acesso aos serviços por meio dos canais digitais e do atendimento remoto, estratégia que faz parte da transformação do modelo de relacionamento com o público.

A reestruturação acompanha uma tendência observada em todo o sistema financeiro brasileiro, marcada pelo crescimento das operações digitais. No entanto, especialistas e representantes dos trabalhadores defendem que essa evolução tecnológica deve ocorrer sem comprometer o acesso da população aos serviços bancários, especialmente de idosos e pessoas com menor familiaridade com as ferramentas digitais.

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