A Polícia Federal do Brasil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Risco Biológico, que investiga um suposto esquema de irregularidades e desvio de recursos envolvendo o Conselho Federal de Biomedicina. A ação ocorre em diferentes cidades do país, incluindo João Monlevade, no Médio Piracicaba.
Segundo informações da Polícia Federal em Minas Gerais, a investigação foi conduzida pela corporação no Distrito Federal e teve início em 2024, após denúncias que apontaram possíveis irregularidades em processos administrativos e contratos firmados pela autarquia.
Investigação aponta fraudes e contratos suspeitos
De acordo com os investigadores, as denúncias indicaram procedimentos administrativos sem respaldo legal, suspeitas de fraude em licitações e contratações de pessoal realizadas sem concurso público.
As apurações também revelaram indícios de que contratos teriam sido firmados e pagos sem que os serviços contratados fossem efetivamente realizados, o que levantou suspeitas sobre um possível esquema estruturado para o desvio de recursos.
Mandados de busca e bloqueio de bens
Durante a operação desta quinta-feira, a Polícia Federal do Brasil cumpre 28 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em diversos locais ligados aos investigados.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 40 milhões, pertencentes a pessoas físicas e jurídicas que estariam ligadas ao suposto esquema investigado.
Operação ocorre em vários estados
Embora tenha chamado atenção na cidade de João Monlevade nesta manhã, a operação não está restrita ao município. A ofensiva policial ocorre simultaneamente em outras cidades brasileiras, dentro de uma investigação mais ampla conduzida pela Polícia Federal.
Até o momento, os nomes dos investigados não foram divulgados, e a investigação segue sob responsabilidade da Justiça Federal.
Próximos passos da investigação
Todo o material apreendido durante a operação — como documentos, computadores e celulares — será analisado pelos investigadores. A expectativa é que as provas coletadas ajudem a esclarecer a dimensão do esquema e identificar todos os envolvidos.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, peculato e lavagem de dinheiro.






