A cidade de Juiz de Fora voltou a enfrentar, na noite de quarta-feira (25), um forte temporal que agravou significativamente o cenário de calamidade pública já instalado na região. As chuvas intensas provocaram novas inundações, queda de barreiras e o transbordamento de cursos d’água, ampliando os estragos e elevando a preocupação das autoridades.
Segundo dados atualizados pela Defesa Civil, pelo menos 43 pessoas perderam a vida em decorrência das enchentes e deslizamentos registrados nos últimos dias. O número, porém, pode crescer, pois equipes de resgate ainda trabalham em áreas de difícil acesso e seguem na busca por desaparecidos.
Ruas alagadas, comércio paralisado e bairros isolados
O temporal voltou a transformar avenidas e áreas comerciais em verdadeiros corredores de água. Imóveis foram invadidos pela enxurrada, e comerciantes relatam perdas significativas. Em diversos bairros, moradores passaram a noite deslocando móveis e tentando conter a água que avançava rapidamente pelas residências.
Imagens enviadas por moradores mostram carros sendo arrastados, pontos de desabamento de encostas e equipes de emergência atuando em meio à forte correnteza.
Trabalho intensivo das equipes de emergência
A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e equipes municipais atuam de forma contínua desde o início da semana. Abrigos públicos foram ampliados, e novos pontos de apoio foram abertos para receber famílias desalojadas.
As autoridades reforçam que a prioridade neste momento é garantir segurança à população, monitorar regiões de risco e manter o trânsito parcialmente bloqueado em vias comprometidas pela força das águas. Técnicos também analisam a estabilidade de encostas que podem voltar a ceder.
Risco permanece elevado
Meteorologistas alertam que o solo já está completamente encharcado, o que aumenta o risco de novos deslizamentos. Há previsão de mais chuva para as próximas horas, o que mantém o município em estado máximo de atenção.
Enquanto isso, o governo municipal solicita que moradores evitem deslocamentos, respeitem as interdições e acionem os órgãos de emergência em qualquer situação de risco.






